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Sendo
hoje uma das raças mais populares do país, o boxer está entre nós há
pouco tempo. Foi somente em 1936 que o primeiro exemplar entrou no país,
introduzido pelo criador Paulo Juckert, do Canil Congonhas, de São
Paulo. A partir daí a raça espalhou-se pelo Brasil e hoje é uma das
mais criadas, com o aumento anual considerável de registro de novas
ninhadas.
O
primeiro nome com que a raça foi conhecida era “bullbitter”, que
quer dizer “mordedor de touros”, ou seja, algo aproximado com “bulldog”,
ou “cão de touro”. Assim, a história do boxer está desde o seu início
inteiramente entrelaçada com a do “bulldog”, existindo autores que
defendem a tese de ser o boxer muito mais antigo, pois teria sido usado
como cão de guerra já pelos assírios, o que lhes daria lugar entre as
raças caninas mais antigas.
Por
outro lado há quem garante que o boxer é o tipo de cão relativamente
novo, surgido na Inglaterra há pouco mais de duzentos anos. De lá
teria ido para a Alemanha, ainda com características de bulldog e de
seu cruzamento com fêmeas germânicas mais leves, originando o boxer.
O
certo porém é que o boxer tem sua origem no bulldog. Cães de luta, de
caça, de guarda e de escolta, de temperamento o mais agressivo quando
necessário e dos mais dóceis normalmente.
Usados
para caça de grande porte como o temível javali, o fortíssimo bisão
e o temido urso – suas características são perfeitas para esse
trabalho: seu focinho ligeiramente levantado, permite que continue
respirando normalmente enquanto mantém a presa fortemente abocanhada,
em uma torquês de mandíbulas da qual a vítima jamais se livrará por
seus próprios esforços.
O
boxer vem do tronco dos “baren beissers” ou “bullenbeissers” cães
primitivos criados pelos celtas e pelos teutões e que acabaram
proliferando-se nas Ilhas Britânicas.

Os boxers foram desenvolvidos na Inglaterra, para atividades
desportivas. Tempos depois acabou por ser desenvolvido e refinado na
Alemanha e os dois países, renomados criadores, discutem entre si a
paternidade da raça.
Os
Ingleses procuram um tipo
de cão mais compactado, de mandíbulas pronunciadas, cabeças
arredondadas e patas curtas, enquanto na Alemanha se trabalhava para
conseguir um animal com mais elegância, de patas dianteiras mais longas
e retas, mais usado como acompanhante de carruagem, cavalos ou de
bicicletas do que para morder focinhos de touros e subjugá-los.
De
qualquer maneira fica certo que a origem do boxer foi na Inglaterra,
como fica patente a importância do trabalho dos alemães no
desenvolvimento da raça. O que estabelece um ciclo histórico da
Inglaterra para a Alemanha, retornando dali para as ilhas inglesas
depois de certo período e com características agora definitivas.
O
primeiro aparecimento do boxer como cão de exposição aconteceu
exatamente em Munich, no ano de 1895. Alguns anos antes – em 1835 –
estava proibida na Inglaterra a luta entre cães e touros e os alemães
compreenderam que poderiam fazer daquele animal rústico uma raça que
fosse agradável aos olhos e se transformasse em excelente guarda e
paciente companheiro.
Conseguiram
exatamente o que queriam, pois o boxer é conhecido hoje no mundo
inteiro como o “cão das crianças”. Dotado de infinita paciência
com elas, deixando-se beliscar, arrastar e até morder, transforma-se em
uma fera se alguém maltratar seu pequeno algoz. Ao lado de um boxer,
uma criança estará completamente protegida. Seu aspecto severo e para
algumas pessoas até mesmo feroz, nada tem haver com a doçura e o
carinho com que trata seus pequenos amiguinhos.
Até
agora ninguém conseguiu definir a origem do nome para esta raça.
Entretanto a versão mais popular, que ocorre entre os criadores e mesmo
historiadores, dá conta que basta observar estes cães quando estão
lutando ou mesmo quando estão brincando entre si ou com pessoas, para
que a origem do nome apareça: ele sempre o faz apoiando as patas
traseiras, movimentando as mãos exatamente como os boxeadores quando
estão nos ringues. De “boxeur” à “boxer”, a distância é
muito curta. Mas, isto é apenas uma hipótese.
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